domingo, 7 de novembro de 2010

Minha paixão pelos judeus.

Esse sentimento avassalador (e quando digo isso, não estou brincando) tomou conta de mim, quando, aos doze anos de idade, li pela primeira vez o livro de Fernando Morais, Olga Benário.

Esse livro narra maravilhosamente bem a história de Olga Benário Prestes:



“Conhecida no Brasil como Olga Benário ou Olga Benário Prestes, Maria Bergner era uma revolucionária que defendia o comunismo e lutava para acabar com as desigualdades e injustiças sociais.

Nasceu em Munique, na Alemanha, em 1908, numa família judia de classe média. Membro do Partido Comunista alemão desde 1926, Olga foi acusada de atividades subversivas e presa em 1929.

Depois de libertada, foi para a União Soviética, onde passou a trabalhar na Internacional Comunista e onde conheceu Luís Carlos Prestes importante líder revolucionário brasileiro.

Olga fez parte do grupo de estrangeiros destacados para acompanhar Prestes em seu retorno ao Brasil. Prestes deveria liderar uma insurreição armada que instalasse um governo revolucionário.

Olga e Prestes chegaram ao Brasil em abril de 1935 e viveram meses na clandestinidade. Na época, o nome de Prestes era aclamado nas manifestações populares promovidas pela ANL (Aliança Nacional Libertadora), frente antifascista que reunia diversos setores de esquerda, entre eles os comunistas.

Em novembro de 1935, um levante armado aconteceu na cidade de Natal, e Prestes ordenou que a insurreição fosse estendida ao resto do país. O apoio militar prometido a Prestes não foi concretizado. Apenas algumas unidades de Recife e do Rio de Janeiro se levantaram contra o governo brasileiro, que rapidamente controlou a situação, reprimiu e prendeu oposicionistas e revolucionários.

Durante alguns meses, Olga e Prestes mantiveram-se na clandestinidade, até que, em março de 1936, foram capturados pela polícia. Mesmo grávida, Olga foi deportada para a Alemanha nazista seis meses depois. Entregue à Gestapo (polícia política alemã), Olga foi enviada para um campo de concentração, onde deu à luz Anita Leocádia Prestes.

Após campanha internacional por sua libertação, Anita foi entregue a sua avó paterna. Olga Benário continuou presa e, em 1942, morreu executada pelos nazistas, numa câmara de gás”.

Até hoje sinto uma grande mágoa contra Getúlio Vargas por ter enviado Olga Benário de mão beijada para Hitler, sem pensar na criança fecundada em solo brasileiro e que ela carregava em seu ventre.

Nunca consegui entender o motivo do tamanho desta minha fascinação, mas desde então, passei a ser louca por tudo que se relacionasse ao tema. Como prova, posso citar inclusive, o tema da minha Monografia de conclusão de curso “Tribunal Penal Internacional – aspectos e criação a partir do Holocausto”.

Tenho uma admiração enorme por todo e qualquer judeu e para mim, devido aos sofrimentos impostos a essa raça, eles se transformaram em “quase santos”. Na verdade, para ser sincera, meu sonho era ser judia.

Sempre me pergunto como um grupo de pessoas têm o poder de influenciar uma nação a fechar os olhos e ajudar a pôr em prática um plano de genocídio do porte do que existiu.



Hitler acreditava na superioridade da raça ariana e o que é pior, essa idéia era difundida e aceita por pessoas de alto nível intelectual. Depois da ascensão de Hitler ao poder, discretamente, pequenas sanções foram perpetradas aos judeus, como por exemplo, usar a estrela de Davi no braço, como forma de serem mais facilmente identificáveis. Depois disso, medidas mais duras foram postas em vigor, como a retirada de lojas e negócios judeus, proibição do exercício de cargos políticos, dentre outras.

Logo após, a crueldade foi mais além, com o plano da “Solução Final”, onde o fim seria realmente o genocídio, dizimação da raça, varredura dos judeus do planeta.

Foram criados Campos de Concentração e muitas pessoas morriam antes mesmo de chegarem a esses campos, pois a viagem era de condições mais que precárias. Ocorreram a morte de milhares de judeus nesse período.

Algumas coisas me intrigam muito. Primeiro, como uma pessoa em sua sã consciência pode ter feito parte desta máquina de matar judeus? Pois sabemos que muitas pessoas trabalharam em prol dessa idéia, muitos experimentos foram feitos por médicos alemães em judeus vivos, câmaras de gás e fornos crematórios também foram construídos no intuito de matar.

Segundo, como milhares de pessoas se deixar conduzir à morte tão tranquilamente (apesar de sabermos de alguns levantes judeus em alguns campos), como animais num abatedouro?

Muitas pessoas atualmente tentam disseminar a idéia de que o Holocausto nunca aconteceu, mas, se depender de mim, isso nunca acontecerá!

Dentre os livros e filmes que já vi sobre o tema, posso citar os seguintes:

Livros: Olga Benário, O diário de Anne Frank, A assustadora história do Holocausto, Auschwitz O Testemunho de um Médico, Os carrascos voluntários de Hitler, O menino do pijama listrado, A lista de Schindler, As entrevistas de Nuremberg, O violino de Auschwitz, Eu sou o último judeu: Treblinka e por último, Clarisse, vírgula.

Dos filmes que lembro agora, destaco: Olga Benário, O pianista, A vida é bela e A lista de Schindler.

Qualquer dia ainda vou conhecer um campo de concentração, pois tenho a necessidade de sentir profundamente a sensação de adentrar um local desse, de pisar os mesmos locais que foram pisados por eles, de tocar nas paredes e fechar os olhos pra sofrer junto com as pessoas que morreram ali. Parece exagero, mas não o é, isso seria muito importante pra mim.



Observação: sei que as imagens deste post são fortes, mas é isso mesmo, às vezes é necessário “passar essas coisas na cara”, para que a gente nunca esqueça e nem deixe ninguém esquecer.

E VIVAM OS JUDEUS!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

... Livro de cabeceira ...



O livro que estou lendo no momento, "Clarice," (lê-se Clarice virgula), trás a biografia de uma escritora brilhante, Clarice Lispector!

O uso da vírgula após o nome "Clarice" no título é uma referência ao estilo de escrever da autora, que adorava esse sinal gráfico.

Ainda tô no comecinho, mas ja tô adorando. Só em ela ter raízes judaicas, já ganha, de cara, muitos pontos comigo (depois explico melhor esse meu amor aos judeus).

É isso... depois conto mais!

"Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada." (Clarice L.)

Eu vi na TV!

Amei o novo comercial da Havaianas com a Daniele Suzuki!



Em “Troca”, Daniele se arruma para sair com um gatinho que faz o tipo “mauricinho” e, linda, vai ao seu encontro na porta do prédio. Ele, no entanto, acha estranho a atriz estar de Havaianas e pede que ela troque as sandálias. Daniele volta ao apartamento e combina um encontro, antes de descer. Ao chegar à calçada com as mesmas sandálias Havaianas, que usava antes, Daniele entra no carro de outro rapaz, deixando para trás o “mauricinho” com cara de espanto.


Que lindo seria se todos nós fossemos assim! O comercial retrata bem a situação de muitos casais hoje. É incrível como, depois de um tempo que a gente está namorando uma pessoa, queremos de todas as maneiras mudá-la.


Começamos querendo mudar coisas pequenas, para depois tentarmos a mudança em coisas maiores...


Se você clicar aqui: http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&source=hp&biw=779&bih=399&q=mudar+namorado&aq=f&aqi=&aql=&oq=&gs_rfai=&emsg=NCSR&noj=1&ei=uA63TOuDB8T38AbVpbGECg vai ver o absurdo de gente que insiste em mudar o parceiro(a).


E pra quê? E por que?
Será que ninguém entende que nos apaixonamos por aquela pessoa do início do namoro? Aquela pessoa leve, que se mostrava independente, sem problemas pra contar? Aquela pessoa que saía com os amigos, mostrava ter vida própria e nos deixava com a pulguinha atrás da orelha?


Depois de um tempo você pensa que se sentirá vitorioso pela mudança conquistada. Mas engana-se, pois é aí que chega a monotonia, o vazio e a sensação de que está sempre faltando alguma coisa. Então você percebe e sente uma vontade de se libertar, de sair correndo dali, começar de novo e fazer tudo diferente.


Mas aí vem o costume, que é como uma corrente te segurando ao pé da mesa. Você imagina que sua vida só tem sentido daquela forma e deixa de experimentar milhares de outras situações e sensações.


Será que um namoro que chega a esse ponto tem solução? Eu acredito que sim. Depende de cada um tentar chegar ao fundo do poço e impulsionar a mola que te levará novamente a superfície, para que você volte e faça tudo diferente.

Ou não.


Ao som de  http://www.youtube.com/watch?v=6DiYlVpsGiY , música que traduz bem este texto!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Número 1!



É... depois de tantas andanças em tantos outros blogs, resolvi, enfim, começar o meu. Hoje me veio uma sensação incontornável de entrar nesse mundo de cabeça, de escrever muito, de falar sobre tudo e sobre nada.

Acho que precisei passar realmente por uma situação impactante essa semana pra poder começar a falar. Sinto vontade de gritar, colocar pra fora tudo que eu tenho aqui dentro, tudo que fica só na minha cabeça. Se eu não falar eu explodo em mil pedacinhos.

Uma vez li a seguinte frase: “Escreve realmente mal aquele que não tem o que dizer porque não aprendeu a pôr em ordem seu pensamento” (Ana Amélia Erthal, jornalista e mestre pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro na linha de Novas Tecnologias em Comunicação) e fiquei “matutando” sobre essa afirmação.

Quem disse? Quem foi que disse que só escreve bem quem tem o pensamento alinhadinho? Eu não penso e nem sinto assim... Tenho na minha cabeça várias idéias, sendo que tão embaralhadas, tão espalhadas como um quebra-cabeça, que tô começando a perceber a dificuldade que vai ser isso aqui. E daí? Nunca estremeci diante delas mesmo.

“Até hoje eu por assim dizer não sabia que se pode não escrever. Gradualmente, gradualmente até que de repente a descoberta tímida: quem sabe, também eu já poderia não escrever. Como é infinitamente mais ambicioso. É quase inalcançável”. (Clarice Lispector)

E por que "As peças que faltam no meu quebra-cabeça"? Simplesmente porque cada texto escrito aqui vai ser uma peça desse turbilhão que só eu sei que passa aqui dentro.



Acho que vou terminar por aqui, porque se eu continuar falando, uma frase enrosca em outra e eu não paro nunca mais.

Que todos que aqui passarem, sejam bem vindos e que sintam o mesmo prazer que eu tô sentindo.