quinta-feira, 14 de outubro de 2010

... Livro de cabeceira ...



O livro que estou lendo no momento, "Clarice," (lê-se Clarice virgula), trás a biografia de uma escritora brilhante, Clarice Lispector!

O uso da vírgula após o nome "Clarice" no título é uma referência ao estilo de escrever da autora, que adorava esse sinal gráfico.

Ainda tô no comecinho, mas ja tô adorando. Só em ela ter raízes judaicas, já ganha, de cara, muitos pontos comigo (depois explico melhor esse meu amor aos judeus).

É isso... depois conto mais!

"Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada." (Clarice L.)

Eu vi na TV!

Amei o novo comercial da Havaianas com a Daniele Suzuki!



Em “Troca”, Daniele se arruma para sair com um gatinho que faz o tipo “mauricinho” e, linda, vai ao seu encontro na porta do prédio. Ele, no entanto, acha estranho a atriz estar de Havaianas e pede que ela troque as sandálias. Daniele volta ao apartamento e combina um encontro, antes de descer. Ao chegar à calçada com as mesmas sandálias Havaianas, que usava antes, Daniele entra no carro de outro rapaz, deixando para trás o “mauricinho” com cara de espanto.


Que lindo seria se todos nós fossemos assim! O comercial retrata bem a situação de muitos casais hoje. É incrível como, depois de um tempo que a gente está namorando uma pessoa, queremos de todas as maneiras mudá-la.


Começamos querendo mudar coisas pequenas, para depois tentarmos a mudança em coisas maiores...


Se você clicar aqui: http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&source=hp&biw=779&bih=399&q=mudar+namorado&aq=f&aqi=&aql=&oq=&gs_rfai=&emsg=NCSR&noj=1&ei=uA63TOuDB8T38AbVpbGECg vai ver o absurdo de gente que insiste em mudar o parceiro(a).


E pra quê? E por que?
Será que ninguém entende que nos apaixonamos por aquela pessoa do início do namoro? Aquela pessoa leve, que se mostrava independente, sem problemas pra contar? Aquela pessoa que saía com os amigos, mostrava ter vida própria e nos deixava com a pulguinha atrás da orelha?


Depois de um tempo você pensa que se sentirá vitorioso pela mudança conquistada. Mas engana-se, pois é aí que chega a monotonia, o vazio e a sensação de que está sempre faltando alguma coisa. Então você percebe e sente uma vontade de se libertar, de sair correndo dali, começar de novo e fazer tudo diferente.


Mas aí vem o costume, que é como uma corrente te segurando ao pé da mesa. Você imagina que sua vida só tem sentido daquela forma e deixa de experimentar milhares de outras situações e sensações.


Será que um namoro que chega a esse ponto tem solução? Eu acredito que sim. Depende de cada um tentar chegar ao fundo do poço e impulsionar a mola que te levará novamente a superfície, para que você volte e faça tudo diferente.

Ou não.


Ao som de  http://www.youtube.com/watch?v=6DiYlVpsGiY , música que traduz bem este texto!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Número 1!



É... depois de tantas andanças em tantos outros blogs, resolvi, enfim, começar o meu. Hoje me veio uma sensação incontornável de entrar nesse mundo de cabeça, de escrever muito, de falar sobre tudo e sobre nada.

Acho que precisei passar realmente por uma situação impactante essa semana pra poder começar a falar. Sinto vontade de gritar, colocar pra fora tudo que eu tenho aqui dentro, tudo que fica só na minha cabeça. Se eu não falar eu explodo em mil pedacinhos.

Uma vez li a seguinte frase: “Escreve realmente mal aquele que não tem o que dizer porque não aprendeu a pôr em ordem seu pensamento” (Ana Amélia Erthal, jornalista e mestre pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro na linha de Novas Tecnologias em Comunicação) e fiquei “matutando” sobre essa afirmação.

Quem disse? Quem foi que disse que só escreve bem quem tem o pensamento alinhadinho? Eu não penso e nem sinto assim... Tenho na minha cabeça várias idéias, sendo que tão embaralhadas, tão espalhadas como um quebra-cabeça, que tô começando a perceber a dificuldade que vai ser isso aqui. E daí? Nunca estremeci diante delas mesmo.

“Até hoje eu por assim dizer não sabia que se pode não escrever. Gradualmente, gradualmente até que de repente a descoberta tímida: quem sabe, também eu já poderia não escrever. Como é infinitamente mais ambicioso. É quase inalcançável”. (Clarice Lispector)

E por que "As peças que faltam no meu quebra-cabeça"? Simplesmente porque cada texto escrito aqui vai ser uma peça desse turbilhão que só eu sei que passa aqui dentro.



Acho que vou terminar por aqui, porque se eu continuar falando, uma frase enrosca em outra e eu não paro nunca mais.

Que todos que aqui passarem, sejam bem vindos e que sintam o mesmo prazer que eu tô sentindo.