É... depois de tantas andanças em tantos outros blogs, resolvi, enfim, começar o meu. Hoje me veio uma sensação incontornável de entrar nesse mundo de cabeça, de escrever muito, de falar sobre tudo e sobre nada.
Acho que precisei passar realmente por uma situação impactante essa semana pra poder começar a falar. Sinto vontade de gritar, colocar pra fora tudo que eu tenho aqui dentro, tudo que fica só na minha cabeça. Se eu não falar eu explodo em mil pedacinhos.
Uma vez li a seguinte frase: “Escreve realmente mal aquele que não tem o que dizer porque não aprendeu a pôr em ordem seu pensamento” (Ana Amélia Erthal, jornalista e mestre pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro na linha de Novas Tecnologias em Comunicação) e fiquei “matutando” sobre essa afirmação.
Quem disse? Quem foi que disse que só escreve bem quem tem o pensamento alinhadinho? Eu não penso e nem sinto assim... Tenho na minha cabeça várias idéias, sendo que tão embaralhadas, tão espalhadas como um quebra-cabeça, que tô começando a perceber a dificuldade que vai ser isso aqui. E daí? Nunca estremeci diante delas mesmo.
“Até hoje eu por assim dizer não sabia que se pode não escrever. Gradualmente, gradualmente até que de repente a descoberta tímida: quem sabe, também eu já poderia não escrever. Como é infinitamente mais ambicioso. É quase inalcançável”. (Clarice Lispector)
E por que "As peças que faltam no meu quebra-cabeça"? Simplesmente porque cada texto escrito aqui vai ser uma peça desse turbilhão que só eu sei que passa aqui dentro.
Acho que vou terminar por aqui, porque se eu continuar falando, uma frase enrosca em outra e eu não paro nunca mais.
Que todos que aqui passarem, sejam bem vindos e que sintam o mesmo prazer que eu tô sentindo.