segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

... Livro de cabeceira ...

Resolvi falar aqui no blog apenas daqueles livros que eu leio e que chamam minha atenção.

O último deles foi:

Não há silêncio que não termine – Meus anos de cativeiro na Selva Colombiana – Ingrid Betancourt



Este livro, baseado em fatos reais, narra o período em que Ingrid Betancourt, ex-candidata à presidência da Colômbia, foi mantida como refém pelas Farc – Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, por longos anos, no meio da selva:

“Filha de uma tradicional família colombiana, educada na Europa, Ingrid Betancourt resolveu abandonar a segurança de uma vida confortável para dedicar-se aos problemas de seu conturbado país. Elegendo-se sucessivamente deputada e senadora, Ingrid fundou em 1998 o partido Oxigênio Verde, com o objetivo de trazer novas esperanças à política colombiana, marcada pela violência sectária e pela corrupção. Interessada em promover o diálogo entre as diversas facções da guerra civil que há décadas dilacera a Colômbia, a jovem senadora resolveu em 2001 lançar sua candidatura às eleições presidenciais.

No ano seguinte, durante uma viagem de campanha ao único município governado por um prefeito de seu partido, a candidata - então mal colocada nas pesquisas - foi sequestrada por um comando das Farc, junto com diversos assessores e seguranças, num episódio até hoje mal explicado. Levada para o interior da selva em inúmeras viagens de barco, caminhão e marchas a pé, Ingrid se viu repentinamente desligada do convívio dos amigos e da família, isolada do mundo exterior em meio a guerrilheiros fortemente armados.

A autora de Não Há Silêncio Que Não Termine passaria mais de seis anos em poder das Farc. Sua visível agonia, documentada por cartas e "provas de vida" em vídeo, bem como sua libertação numa célebre e cinematográfica operação do Exército colombiano, em 2008, chamaria novamente as atenções do mundo para o conflito que atualmente ameaça a paz no continente Sul-americano. Este livro é o relato contundente de sua experiência como prisioneira da guerrilha narcotraficante, em meio à fome, à doença e às humilhantes condições impostas pelos sequestradores. Os momentos mais dramáticos de sua longa crônica de desventuras certamente são as desesperadas tentativas de fuga. Decidida a recuperar sua liberdade a qualquer custo, Ingrid tentou escapar diversas vezes, sendo invariavelmente recapturada pela guerrilha, faminta e perdida na selva.


Ingrid e sua mãe, depois de sua libertação
O que mais me tocou neste livro foi a espiritualidade de Ingrid, o quanto ela se agarrou à Nossa Senhora e ao Coração de Jesus. Ela rezava o terço todos os dias ao meio dia. É um livro muito comovente e que me fez chorar por diversas vezes, principalmente quando ela mencionava sua mãe, que lhe falava através do rádio todos os dias.

Nesta época, havia um programa de rádio chamado “Vozes do Seqüestro” por onde sua mãe lhe enviava mensagens todos os dias. Era muito triste também quando ela falava dos filhos e de como os estava perdendo para o tempo implacável. Mais lamentável ainda foi a perda do pai, figura tão amada por ela, enquanto estava presa.

É muito interessante também por nos deixar conhecer um pouco do conflito interno na Colômbia.

Muito se falou de Ingrid depois de sua libertação. Alguns companheiros seus que também eram mantidos reféns, disseram que Ingrid sempre quis um tratamento superior aos demais, entretanto, em inúmeras passagens do livro, ela mesma fala de como estava mudada em cativeiro, que muitas vezes se flagrava ambicionando algo melhor que seus companheiros, como por exemplo, um pouco mais de comida que os outros.

Não é de se estranhar que qualquer pessoa, em condições subumanas, haja desta maneira. Em todo caso, eu sempre prefiro acreditar nas pessoas e acho que se fosse totalmente verdade o que falam de Ingrid, ela não teria se desnudado e comentado em tantas partes do seu relato sobre sua fraqueza de caráter no período do cativeiro.

Apesar de tudo, nada desmerece este livro brilhante.

“O diabo vive nesta selva.” Ingrid Betancourt

Big Brother Brasil – Ame-o ou deixe-o

Todo fim de ano é a mesma coisa, expectativa, frio na barriga, ansiedade. É o Big Brother Brasil que está para começar!

Sim, meus caros... eu assisto e gosto muito do programa em comento.

Às vezes sinto vergonha de admitir, mas estou começando a mudar meus conceitos em relação a isso.

Não vou mais esconder minhas preferências, pronto, falei! Estou cansada daquelas pessoas que torcem a cara para o gosto alheio, que se acham superiores por se encontrar à parte e não acompanharem reality shows, que fazem piadas com a vontade dos outros.

Não é porque eu acompanho um programa destes que me torno uma alienada, conheço várias pessoas intelectuais que acompanham e curtem sim este tipo de programa.

A grande diferença entre as pessoas intelectuais que assistem e aqueles também intelectuais que não assistem é que os primeiros conseguem ver além daquilo que realmente estão assistindo. Conseguem refletir sobre a condição humana e tentar entender grande parte das atitudes tomadas pelas pessoas que compõem o programa.

Já os intelectuais que não veem o programa, simplesmente levam ao pé da letra tudo que assistem, não têm a mente aberta e não conseguem ver além. Inclusive, são uns chatos, diga-se de passagem.

Big Brother pra mim, é antes de tudo, entretenimento. É muito divertido acompanhar uma novelinha da vida real, conseguir enxergar aquelas pessoas que estão sendo artificiais, aquelas que estão sendo verdadeiras. É, antes de qualquer coisa, ter olho clínico, gostar de pessoas, de gente.

É se divertir horrores com as festas, gostar de um barraquinho básico e declarar torcida organizada.

Tem alguns sites que eu sigo e leio sempre que falam sobre BBB. São eles:

De cara pra lua
Tevescópio
Cartas para Bial

Pra encerrar, falando em torcida, não posso deixar de declarar minha torcida ao LADO B deste BBB11. Tenho uma quedinha pelos fracos e oprimidos.

DÁ-LHE MARIA.
  
Mariou?