sábado, 9 de abril de 2011

Desilusão!?


-Garçom, uma dose de esquecimento e desapego, por favor?
-Vai um pouquinho de amor também?
-Não, não... deixa pra outro dia.

Bem, e agora? Era só isso?
Cadê o frio na barriga, os olhos brilhando, o cabelo sedoso, a pele macia?

De quem é a culpa pelo relacionamento às vezes estar uma porcaria? Quem explica a paixão em uma semana e o ódio em outra? Quem pode dizer o motivo de não conseguirmos escutar nem a voz daquela pessoa? Porque por tudo se briga?

Como as coisas chegaram a este ponto e ninguém se deu conta?

Engraçado... em um dia você tem certeza que tem que acabar seu relacionamento, já no outro você acha que estava delirando, pois é claro que você não tem motivos pra terminar seu namoro, casamento, rolo, seja lá como você chame.

Eu acho que relacionamentos são assim mesmo... complicados e ao mesmo tempo simples. A convivência é uma coisa muito difícil, ambos têm que ceder em alguns pontos e quase sempre isso não acontece.

Ganha muito mais quem se utiliza de jogo de cintura para driblar as diferenças, porém, quase ninguém consegue deixar “a queda de braço” pra lá. Quando as pessoas não têm essa consciência do jogo de cintura, o relacionamento começa a cair numa grande disputa.

Quando chega a esse ponto, fica tudo muito ruim, pois começam as discussões por nada e por tudo, começam a ser ditas coisas que não deveriam ser, enfim, a rivalidade impera.

O pior é quando ninguém se admite errado, quando você age e diz coisas que depois você vai se arrepender. Ou o que é mais crítico, as vezes chegamos num ponto em que não se arrependemos do que dizemos.

Depois as diferenças são esquecidas e tudo fica bem, quer dizer, na verdade, apenas se coloca uma pedra em cima do assunto, o que não significa que ele ainda não esteja lá.

O grande problema é esse, as coisas não são conversadas, são apenas colocadas de lado, como se nunca tivessem existido. Só que no fundo, no fundo, existe uma ferida que não cicatriza e que pode voltar a qualquer momento.

E ela volta, e volta com mais força.

“O amor é um grande laço, um passo pra uma armadilha”.


Madrasta não, BOADRASTA!


Você conhece alguém e descobre que ele tem filhos.

Você pensa e repensa mil vezes e resolve começar a namorar com essa pessoa.

No começo você não sente muita diferença entre uma pessoa com filhos e uma pessoa sem filhos, pois o relacionamento ainda não é tão sério.

Com o tempo você vai vendo que as diferenças são muitas sim. Você nunca vai poder criar uma família com essa pessoa a partir do zero, pois outra criança já existe.

Você vai ter que ter maturidade para possivelmente se relacionar pro resto da vida com a mãe ou o pai da criança, entender que este é um laço que nunca vai se desfazer.

Você vai ter que aprender a conviver com a idéia de que seu parceiro(a) antes de lhe conhecer já tinha uma forte ligação com outra pessoa pra sempre.

Vai ter que saber fazer cara de paisagem nos aniversários, festas de escola e outros eventos, quando as famosas fotografias de pai, mãe e filho forem ser tiradas (isso quando o relacionamento dos pais é legal).

Vai ter que desmarcar compromissos a dois quando o filho do seu parceiro ficar doente.

Dizem que isso termina quando nascem nossos próprios filhos. Será?

Agora existe uma coisa que nunca pode ser esquecida: quando você conheceu esta pessoa, já sabia que ela tinha filhos, portanto, aprenda a conviver com isso.

Depois que você aprender tudo dito acima, tente minimizar os problemas tentando aprender a amar essa criança, que não tem culpa de nada.

Muita gente fala que a maioria das crianças adotadas são melhores para os pais que os filhos que nascem da gente, portanto, essa criança pode vir a ser melhor pra você do que seus próprios filhos.

Por que não “adotar” essa criança em seu coração?